FIIs
15 de maio de 2026
8 min de leitura
Camila Duarte

Fundos de papel vs fundos de tijolo: qual escolher para sua carteira

Entenda as diferenças entre FIIs de papel e de tijolo, os riscos de cada um e como combiná-los para uma carteira de renda passiva mais equilibrada.

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Fundos de papel vs fundos de tijolo: qual escolher para sua carteira

Dentro do universo dos Fundos de Investimento Imobiliário, existem dois grandes grupos que funcionam de formas bem diferentes: os fundos de tijolo e os fundos de papel. Entender essa diferença é essencial para montar uma carteira de FIIs equilibrada.

O que são fundos de tijolo

São fundos que investem diretamente em imóveis físicos: shopping centers, galpões logísticos, lajes corporativas, hospitais e agências bancárias. A renda vem do aluguel pago pelos inquilinos desses imóveis, distribuída mensalmente aos cotistas.

O que são fundos de papel

Em vez de imóveis físicos, esses fundos investem em títulos de crédito imobiliário, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Na prática, funcionam como um empréstimo para o setor imobiliário, remunerado por uma taxa de juros — geralmente atrelada ao CDI ou ao IPCA.

Principais diferenças de risco

  • Fundos de tijolo: mais sensíveis à vacância (imóveis desocupados) e ao ciclo econômico do setor imobiliário. Tendem a ter maior volatilidade no preço da cota.
  • Fundos de papel: mais sensíveis à taxa de juros e ao risco de crédito dos devedores. Costumam ter rendimentos mais previsíveis, mas dependem da qualidade dos CRIs na carteira.

Qual rende mais

Não existe uma resposta única — depende do momento econômico. Em cenários de juros altos, fundos de papel tendem a se beneficiar por pagarem taxas atreladas ao CDI. Já em cenários de juros em queda e economia aquecida, fundos de tijolo tendem a se valorizar mais, com aumento de aluguéis e menor vacância.

Como combinar os dois na carteira

A maioria dos especialistas recomenda não escolher só um tipo, mas diversificar entre os dois grupos — e dentro de cada grupo, diversificar entre diferentes segmentos (logístico, shoppings, lajes corporativas, recebíveis de diferentes indexadores). Isso reduz a dependência de um único cenário econômico para manter a renda passiva consistente.

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Camila Duarte

Especialista em investimentos

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